Foto: Thor Amêndola

Marly Porto

Foi trabalhando no Banco de Imagens do Grupo Folha que aprendi a ver uma fotografia. Minha função consistia em criar narrativas por meio de imagens para ilustrar matérias de revistas, campanhas publictárias e ainda, notícias do dia a dia, como um jogo de futebol ou fatos mais urgentes, como, por exemplo, o acidente que vitimou o piloto Ayrton Senna.

Quando me desliguei da Folha, criei a Porto de Cultura e organizei o leilão de fotografias Fifty&Fifty. O resultado superou minhas expectativas, teve boa adesão dos fotógrafos e grande repercussão na imprensa, me levando a realizar mais uma série de leilões em parceria com a Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança.

Passados alguns anos, e muitas fotografias e projetos depois, fui buscar na academia o conhecimento para complementar minha atividade profissional. Fiz o curso de Arte: história, crítica e curadoria (PUC-SP) e meu trabalho de conclusão de curso serviu de inspiração para o seminário que foi selecionado pela Caixa Cultural. Sob o título O sequestro da imagem: apropriações na fotografia, o evento contou com a participação dos artistas Oscar Muñoz (Colômbia), dos brasileiros Rosângela Rennó, Cassio Vasconcellos, além da curadora Francesca Lazzarini (Itália) e de David Evans (Reino Unido), autor do livro Appropriation - que havia sido a base de meu estudo.

Dando continuidade à vida acadêmica, me tornei Mestre em Estética e História da Arte (USP), publicando a dissertação Confrontos e paralelos: o Salão Internacional de Arte Fotográfica de São Paulo (1942-1959). Durante o período em que cursava o mestrado fui selecionada como palestrante para participar da conferência In Black and White: Photography, Race, and the Modern Impulse in Brazil at Midcentury(2017), organizada pelo Museum of Modern Art - MoMA (New York).

No mesmo ano recebi o prêmio da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo para publicar o livro Eduardo Salvatore e seu papel como articulador do fotoclubismo paulista

Em 2019, fui convidada a prestar uma consultoria artística no Institut d'Education et des Pratiques Citoyennes (IEPC), em Paris e, desde então, estou lá e cá. 

Atualmente, além dos projetos culturais para empresas e instituições, tenho me dedicado a trabalhar as coleções de fotógrafos selecionados.

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